O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM promoveu no seu Centro de Formação e Treino uma pioneira formação especializada sobre o empenhamento dos Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANT) no contexto de SAR - Busca e Salvamento.
Este curso, destinado à unidade SANT do SRPC e às Equipas de Reconhecimento e Avaliação da Situação (ERAS), iniciou no passado mês de dezembro de 2025 e culminou com exercícios de larga escala nos dias 21, 22 e 23 de janeiro.
Os cenários no terreno permitiram colocar em prática técnicas e metodologias de apoio às equipas de intervenção, assegurando live streaming para os centros de decisão (Comando Regional de Operações de Socorro e Postos de Comando Operacional avançados, no terreno).
A ação proporcionou ainda o treino da interoperabilidade, em contexto diurno e noturno, com equipas cinotécnicas e demais unidades dos diferentes Agentes de Proteção Civil que concorrem para o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS).
Os formandos, provenientes do Comando Regional de Operações de Socorro (CROS), das Brigadas Helitransportadas e dos Corpos de Bombeiros da Calheta e dos Sapadores de Santa Cruz, adquiriram novas competências no acompanhamento e direção de buscas, levantamentos aéreos e modelação 3D do Teatro de Operações (TO).
Paralelamente desenvolveram metodologias de gestão de frota, pilotos e observadores, bem como a avaliação e disposição das equipas SANT integrados na organização do TO.
Ao longo do ano 2025 foram empenhados 1.764 operacionais e 645 meios em 225 operações de busca e salvamento na Região Autónoma da Madeira.
O SRPC, IP-RAM reforçou recentemente as suas capacidades neste âmbito, com um investimento que ascende aos 30 mil euros em tecnologia de ponta.






O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM pretende formar no seu Centro de Formação e Treino, durante o primeiro semestre de 2026, em articulação com a Escola Nacional de Bombeiros, 72 Bombeiros das Ilhas da Madeira e do Porto Santo, no âmbito dos Escoramentos em Edificado.
O primeiro, de quatro cursos planeados para o primeiro semestre, iniciou esta segunda-feira, 12 de janeiro, com 18 formandos, provenientes dos Corpos de Bombeiros da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente da Calheta, Câmara de Lobos, Funchal, Madeirenses, Ribeira Brava e Ponta do Sol e Santa Cruz, numa formação diferenciada que vai chegar a todas as unidades operacionais da Região.
O curso pretende capacitar operacionais para intervir nos cenários de exceção, no âmbito da busca e socorro em ambiente urbano, preparando-os para identificar riscos estruturais e executar escoramentos básicos de emergência em edifícios ou estruturas parcialmente colapsadas, garantindo os procedimentos de segurança e a aplicação prática de guidelines internacionais.
Trata-se das primeiras formações do género na Região Autónoma da Madeira e assinala o arranque do processo de capacitação no âmbito do Urban Search and Rescue (USAR), para a qual estão formados os primeiros dois formadores do Centro de Formação e Treino do SRPC, IP-RAM, numa parceria com o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores e a Academia Nacional de Bombeiros do Chile, onde foram certificados.
No âmbito do processo em curso de desenvolvimento da Matriz Integrada de resposta dos Corpos de Bombeiros da RAM, a par da qualificação no nível básico das equipas de intervenção de todas as unidades operacionais, as capacidades modulares regionais diferenciadas serão operacionalizadas pela Companhia de Bombeiros Sapadores do Funchal, aliado ao desencarceramento pesado, resgate em valas e elevações de emergência, num quadro de cooperação com o SRPC, IP-RAM.
A formação de escoramentos-iniciação está a ser ministrada por Formadores da Escola Nacional de Bombeiros, sendo cofinanciada pelo Fundo Social Europeu +, através do Programa Madeira 2030.

BALANÇO DA SITUAÇÃO METEOROLÓGICA ADVERSA NA REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - DEPRESSÃO FRANCIS
Consulte o Balanço da Depressão Francis









As recentes previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para uma manutenção do estado do tempo ao longo dos próximos dois dias, devido à passagem de uma linha de instabilidade com período de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, com possibilidade de ocorrência de trovoada, bem como a intensificação do vento que poderá atingir na costa Norte, costa Sul e Porto Santo rajadas até 90 km/h e nas Zonas Montanhosas até 110 km/h.
Prevê-se que o período mais crítico seja entre 12h00 do dia 2 de janeiro (sexta-feira) e as 12h00 de dia 3 de janeiro (sábado).
Assim prevê-se:
· Períodos de chuva, ou aguaceiros, por vezes fortes nos dias 2 e 3 de janeiro. Possibilidade de ocorrência de trovoada.
· Vento moderado a forte de oeste, com rajadas até 90 km/h, soprando forte a muito forte com rajadas até 110 km/h, nas terras altas, rodando para noroeste a partir do fim da manhã de dia 3 de janeiro e enfraquecendo gradualmente.
· Agitação marítima forte entre as 12h00 do dia 2 de janeiro e as 18h00 de dia 3 de janeiro.
2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:
· Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia.
· Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.
· Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
· Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
· Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
· Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
· Movimentos de vertentes, em especial junto de agregados populacionais, vias rodoviárias, dado o potencial aumento da sua instabilidade.
· Galgamentos costeiros.
3. MEDIDAS PREVENTIVAS
O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
· Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
· Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
· Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
· Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.
Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.
· Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
· Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
· Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
· Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias.
· Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
· Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.
Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
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O Conselho Regional de Bombeiros reuniu-se para analisar e discutir temas estratégicos do setor, com uma ordem de trabalhos que permitiu realizar um balanço das atividades e objetivos traçados para 2025 e identificar as prioridades para 2026.
Numa reunião conduzida pelo Presidente do Conselho Diretivo do Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM (SRPC, IP-RAM), Richard Marques, foram apreciados indicadores de desempenho e discutidos os instrumentos de gestão financeiros e operacionais para 2026, com base nas lições identificadas, com destaque para:
- Modelo de Financiamento das Associações Humanitárias de Bombeiros que atingirá os 11 643 586,99 €;
- Plano de Formação e Treino Operacional com 385 ações, com um volume de 12 455 horas para 5 542 formandos;
- Plano de Exercícios, que contempla 10 iniciativas para testar cada área de intervenção do Plano Regional de Emergência de Proteção Civil.
Foi ainda uma oportunidade para realizar uma análise pormenorizada ao novo conceito de operação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), implementado em 2025, cujos resultados foram apresentados publicamente no dia 26 de novembro em conferência de imprensa, pela Secretária Regional de Saúde e Proteção Civil, Micaela Fonseca de Freitas.
Com o intuito de assegurar um planeamento plurianual de investimentos/reequipamento dos Corpos de Bombeiros, foi apresentado o abrangente diagnóstico de necessidades até 2030, realizado pelos Comandantes dos Corpos de Bombeiros e sancionado pelas respetivas entidades detentoras, que, sendo realista e coerente, permitirá uma melhor gestão por prioridades e captação de fundos comunitários.
No que concerne ao quadro legal, tendo por base as especificidades da RAM, foi definida uma lista de prioridades legislativas e regulamentares a rever/propor pelo SRPC, IP-RAM durante o ano de 2026;
Integram o Conselho Regional de Bombeiros:
- O Conselho Diretivo e o Inspetor Regional do Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM;
- O Presidente da Federação de Bombeiros;
- Os Presidentes das Entidades detentoras e Comandantes dos Corpos de Bombeiros.
Pela primeira vez, a convite do SRPC, IP-RAM, passaram a integrar o Conselho, a Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira e a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.
O Presidente do Conselho Diretivo, Richard Marques, no final da jornada de trabalho, sublinhou a qualidade do contributo de todos os membros.
“As intervenções e as reflexões partilhadas demonstram bem a relevância deste Conselho e a razão pela qual ele deve assumir um papel ativo e contínuo no apoio à decisão estratégica na área dos bombeiros.”
“Os temas abordados hoje confirmam que este é um espaço essencial de auscultação e de construção coletiva, onde a experiência e a visão institucional convergem para um objetivo comum: dignificar os bombeiros da Região Autónoma da Madeira e garantir uma resposta cada vez mais eficaz, segura e coordenada às populações.”
Ficou ainda o compromisso de manter este Conselho em funcionamento com regularidade, face ao seu papel crucial na atividade dos bombeiros da RAM.



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Caminho do Pináculo, 14 9060-236 Funchal |
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