- 1. SITUAÇÃO
As recentes previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apontam para uma manutenção do estado do tempo ao longo dos próximos dois dias, devido à passagem de uma linha de instabilidade com período de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes, com possibilidade de ocorrência de trovoada, bem como a intensificação do vento que poderá atingir na costa Norte, costa Sul e Porto Santo rajadas até 90 km/h e nas Zonas Montanhosas até 110 km/h.
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Prevê-se que o período mais crítico seja entre 12h00 do dia 2 de janeiro (sexta-feira) e as 12h00 de dia 3 de janeiro (sábado).
Assim prevê-se:
· Períodos de chuva, ou aguaceiros, por vezes fortes nos dias 2 e 3 de janeiro. Possibilidade de ocorrência de trovoada.
· Vento moderado a forte de oeste, com rajadas até 90 km/h, soprando forte a muito forte com rajadas até 110 km/h, nas terras altas, rodando para noroeste a partir do fim da manhã de dia 3 de janeiro e enfraquecendo gradualmente.
· Agitação marítima forte entre as 12h00 do dia 2 de janeiro e as 18h00 de dia 3 de janeiro.
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2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Em função das condições meteorológicas previstas é expectável:
· Possibilidade de queda de ramos ou árvores, com eventual afetação das infraestruturas de comunicações e energia.
· Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, bem como o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo provocar acidentes com veículos em circulação ou com transeuntes na via pública.
· Piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água.
· Ocorrência de inundações em zonas urbanas.
· Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.
· Desmoronamento de muros de suporte ou taludes.
· Movimentos de vertentes, em especial junto de agregados populacionais, vias rodoviárias, dado o potencial aumento da sua instabilidade.
· Galgamentos costeiros.
3. MEDIDAS PREVENTIVAS
O Serviço Regional de Proteção Civil, IP-RAM recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, e nas áreas mais expostas, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
· Adotar medidas de autoproteção adequadas e planear as deslocações em antecipação, sobretudo face ao período mais adverso, evitando a exposição ao risco.
· Garantir a desobstrução dos sistemas de drenagem pluvial, removendo inertes e outros objetos suscetíveis de ser arrastados ou de obstruir o escoamento das águas.
· Assegurar a fixação adequada de estruturas soltas, como andaimes, placards e estruturas suspensas.
· Adotar cuidados acrescidos na circulação e permanência em áreas arborizadas, face à possibilidade de queda de ramos e árvores por ação do vento forte.
Adequar comportamentos e atividades às condições meteorológicas previstas, evitando deslocações desnecessárias ou para zonas afetadas.
· Respeitar as interdições e condicionamentos no acesso a áreas previamente sinalizadas.
· Não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas.
· Ter especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras.
· Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial atenção à possível formação de lençóis de água nas vias.
· Evitar a travessia por zonas inundadas, prevenindo o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
· Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil nas redes sociais e aplicação e das Forças de Segurança.
Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
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